Sobre Curitiba Arquivo

sobre quase todas as coisas

ano passado, por essa época, encasquetei que era hora de uma cadeira decente aqui pro quartinho. é preciso tratar com respeito as horas de computador. na época, elegi a boa e velha Cimo, tive meus motivos e eles cobriram várias bases, desde o conforto até a estética. meu pai tinha uma Cimo, formava conjunto com escrivaninha e armário da mesma família. escritório completo e elegante …

problemas com o blog

não tenho aptidões tecnológicas nem interesse em desenvolvê-las. sei algumas coisas porque elas já se popularizaram tanto que pra não ficar tão feio, tratei de assimilá-las. as vezes faço cara de inteligente e uso palavras como provedor, cachê, pop-up, html, byte, mas não sei se elas estão corretamente inseridas nos contextos. é fato que alimento minha ignorância todas as vezes em que coloco o manto …

para onde estamos indo? estamos indo sempre para casa

a coisa boa de ser ignorante é a condição inesgotável para grandes surpresas. mais de quatro décadas depois do lançamento, conheci Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar. obviamente já me tinha sido indicado e por duas vezes já o tinha comprado. nenhuma delas durou muito aqui na estante, logo passaram para as mãos dos amigos atentos: o primeiro me disse que adorava e não tinha mais; a …

rosal

“a vida não passa de uma longa perda de tudo que amamos”, Victor Hugo. todos os dias me despeço. de tudo. o anoitecer é o adeus ao dia, é o aumento da distância da infância, do primeiro amor, dos filhos pequenos. o anoitecer é dizer mais uma vez, reafirmar de aceno, que aquele sorriso foi embora, que o brilho do olhar virou, que há um …

50 mil compassos: sem roupa nem rímel, ou como soprar dente de leão

os amigos, e só eles, têm me falado para publicar livro. querem que eu tire daqui, desse lar azulzinho e protegido, minhas particularidades e as transforme em papel, ISBN, livraria e fracasso de vendas. meus amigos não sabem o sacrifício que é exibir tudo isso. essa é minha luta diária. é o meu exercício constante de humildade. me dispo, consciente das limitações, e atiro no …

magna

tenho vontade de escrever uma carta de mil linhas. e que nela os arrepios da pele, a boca seca, o tremor das mãos, as vontades, os receios e tudo aquilo que me percorre se transformasse em palavras. e cada palavra tivesse o poder da comunicação precisa, linha reta sem sinônimos ou mudança de interpretação. nessa carta, e só nela, eu usaria palavras sagradas, como sagrado, …

o contrário de desapego

me rendo. não tenho desenvoltura para resolver coisas simples. imagine as outras… sempre que quis trocar de carteira um imenso caos se instalou por aqui. a primeira coisa é a coragem de abandonar a companheirinha de tantas aventuras e desventuras. todas as carteiras que tive passaram a fazer parte dos meus passos, conheceram minhas bolsas, viajaram comigo, olharam lugares, desembolsaram quantias em livrarias, mercados, postos de …