Sobre Curitiba Arquivo

no 16º andar

acho que o mundo seria melhor se todo ser humano vivente pudesse dar uma passadinha na casa da Iara numa quarta-feira à tarde. ontem tive a sorte. acompanhe. a primeira grande coisa, é que a casa da Iara parece uma galeria de arte. as belezuras das paredes estão ali, para serem vistas, apreciadas, tocadas, compradas; a luz perfeita, os móveis em harmonia. parece mas não …

no Mercado Municipal

domingo eu me desmanchava pelos prazeres da feira. hoje cedinho fui ao Mercado Municipal. além das obrigações das compras há todo aquele clima, as vozes, as cores, os cheiros… adoro! sou habitué de alguns lugares específicos: a mesma barraquinha de grãos, a mesma loja de quinquilharia, a mesma peixaria, a adega, a parada obrigatória no MaiaBox. apesar da limitação para as compras, gosto de vagar …

dimanche

gosto das noites de domingo. há um silêncio diferente, um ventinho, um espírito de recomeço. gosto de recomeço, nova chance, nova oportunidade. fosse eu mais espalhafatosa e dada a comemorações, brindaria o réveillon uma vez por semana. aqui do quartinho, espio a semana que confunde a direção, não diz se está a ir ou vir. faz ziguezague nos pensamentos. o domingo é a valsa dos …

um lugar perdido no tempo

tantas semanas sem ir à feira. última vez, o Natal nem era passado. pois bem, vestida com as armas e as roupas de Jorge me mandei para tratar da vida ao ar livre. a rotina é basicamente a mesma. percorro o L em passos lentos, ouvidos atentos, olhar curioso. tudo me interessa. e acho que justamente por isso, me distraio com facilidade. o passeio de …

quase noite de verão

adoro piquenique. nunca faço. me dá preguiça. muita mão de obra: reunir coisas, preparar comidinhas, encontrar fórmula fácil para deixar a bebida gelada, ter toalha xadrez. escolher um lugar também não é tarefa leve. não pode ter formigas, mosquitos, abelhas ou qualquer coisa que voe, ande ou se arraste. nem gente barulhenta, xereta, que goste de conversar por perto. só mesmo curitibanos da década de …

leque, palavra engraçada

finalmente aconteceu de eu ter um leque. ando, pra cima e pra baixo, a me abanar. não com a elegância das europeias do século XVII, mas esbaforida pelo calorão das estações, do ano e da idade. é divertido ter um leque. nesse momento da vida, não há acontecimento em que ele não seja figurino obrigatório. o lance de tentar afastar as quenturas internas e externas …

pés no chão

Comecei a dar meus primeiros passos quando tinha sete meses. Antes de completar um ano, larguei os apoios e me mandava pra lá e pra cá sozinha, autônoma, dona de minhas perninhas rechonchudas, a comprovar com a testa a dureza dos móveis e das primeiras escolhas. Algum tempo depois, não sei se pelo exercício precoce ou por alguma má formação ou, ainda, só por modismo, …

pessimismo

Penso na frase adaptada de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobram os sinos: é por mim”. E ao recorrer ao poeta, um vazio estranho me toma. Fico triste pela humanidade, por esse vendaval de ocorrências difíceis de pensar, quiçá de superar. Me vejo adolescente, a achar que tenho que mudar …

foi bonita a festa, pá!, fiquei contente

nessa semana teve inauguração de exposição no MON. Jaime Lerner e seus 50 anos de arquitetura, de criações. entre tantos feitos (que melhoraram a vida de gente que nem sabe de sua mão em suas rotinas), lançamento de livro.     trabalhei no livro. com felicidade e cuidado fui ouvinte e leitora de Lerner em histórias infinitas, suas viagens sentimentais, confissões de amor e respeito …

são coisas nossas

depois de longa temporada sem tirar o nariz de casa, saí. ainda bem!  o Paiol estava apinhado de gente. escadas, cadeiras atrás do palco, gargarejo, última fila, tudo tomado.  já tinha visto o espetáculo Noël algumas primaveras atrás, acho que em 2006 na Reitoria. lembro bem que gostei, me diverti, ri. não cantei porque cantar só em casa, ninguém tem nada com isso – cometo …