Sobre Curitiba Arquivo

antes e depois da queda do Muro de Berlim

carnaval bombando! hoje ainda é sábado e até agora já recebi 12 convites. metade deles para jogar Candy Crush Saga; a outra parte, dividida em coisas similares. me falaram uma vez que o viciado na jogatina não faz a convocação de propósito; é coisa mais forte que ele, o Facebook impõe poder e subjuga-o, querendo carregar para o mesmo barco os amigos mais ingênuos e …

olé!

tempo desses, precisei ir a um evento do tipo barra pesada: cabelos, maquiagem, vestido longo, salto alto e quetais. nada que combinasse muito com o relax-maloqueira de todo dia, mas obrigação é obrigação, não há discussão. me arrumei seguindo todos os ritos, roupa escolhida, ajuda de profissionais de várias áreas, incluindo os da psicologia. a me achar um pouco ridícula toda montada, tirei uma foto …

no 16º andar

acho que o mundo seria melhor se todo ser humano vivente pudesse dar uma passadinha na casa da Iara numa quarta-feira à tarde. ontem tive a sorte. acompanhe. a primeira grande coisa, é que a casa da Iara parece uma galeria de arte. as belezuras das paredes estão ali, para serem vistas, apreciadas, tocadas, compradas; a luz perfeita, os móveis em harmonia. parece mas não …

no Mercado Municipal

domingo eu me desmanchava pelos prazeres da feira. hoje cedinho fui ao Mercado Municipal. além das obrigações das compras há todo aquele clima, as vozes, as cores, os cheiros… adoro! sou habitué de alguns lugares específicos: a mesma barraquinha de grãos, a mesma loja de quinquilharia, a mesma peixaria, a adega, a parada obrigatória no MaiaBox. apesar da limitação para as compras, gosto de vagar …

dimanche

gosto das noites de domingo. há um silêncio diferente, um ventinho, um espírito de recomeço. gosto de recomeço, nova chance, nova oportunidade. fosse eu mais espalhafatosa e dada a comemorações, brindaria o réveillon uma vez por semana. aqui do quartinho, espio a semana que confunde a direção, não diz se está a ir ou vir. faz ziguezague nos pensamentos. o domingo é a valsa dos …

um lugar perdido no tempo

tantas semanas sem ir à feira. última vez, o Natal nem era passado. pois bem, vestida com as armas e as roupas de Jorge me mandei para tratar da vida ao ar livre. a rotina é basicamente a mesma. percorro o L em passos lentos, ouvidos atentos, olhar curioso. tudo me interessa. e acho que justamente por isso, me distraio com facilidade. o passeio de …

quase noite de verão

adoro piquenique. nunca faço. me dá preguiça. muita mão de obra: reunir coisas, preparar comidinhas, encontrar fórmula fácil para deixar a bebida gelada, ter toalha xadrez. escolher um lugar também não é tarefa leve. não pode ter formigas, mosquitos, abelhas ou qualquer coisa que voe, ande ou se arraste. nem gente barulhenta, xereta, que goste de conversar por perto. só mesmo curitibanos da década de …

leque, palavra engraçada

finalmente aconteceu de eu ter um leque. ando, pra cima e pra baixo, a me abanar. não com a elegância das europeias do século XVII, mas esbaforida pelo calorão das estações, do ano e da idade. é divertido ter um leque. nesse momento da vida, não há acontecimento em que ele não seja figurino obrigatório. o lance de tentar afastar as quenturas internas e externas …

pés no chão

Comecei a dar meus primeiros passos quando tinha sete meses. Antes de completar um ano, larguei os apoios e me mandava pra lá e pra cá sozinha, autônoma, dona de minhas perninhas rechonchudas, a comprovar com a testa a dureza dos móveis e das primeiras escolhas. Algum tempo depois, não sei se pelo exercício precoce ou por alguma má formação ou, ainda, só por modismo, …

pessimismo

Penso na frase adaptada de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobram os sinos: é por mim”. E ao recorrer ao poeta, um vazio estranho me toma. Fico triste pela humanidade, por esse vendaval de ocorrências difíceis de pensar, quiçá de superar. Me vejo adolescente, a achar que tenho que mudar …