3X4

Esta é minha Vânia.
 
Ela é minha amiga desde o primeiro minuto que a vi! Amor à primeira vista. Lembro-a com sua camiseta roxa com os desenhos da Lapa, seu sotaque leve, carioca, olhar curioso e sorriso fácil. Fui aplicar uma espécie de teste para que me substituísse num trabalho que eu gostava de fazer e tinha muito ciúme. Minha petulância, cravejada de arrogância, me fazia acreditar que ninguém poderia me substituir; mas em dois minutos de conversa, pisquei para o chefe e tive a certeza, “é ela, encontramos!”. Ele não duvidou.
 
O tempo foi passando e três dias depois já éramos amigas de infância. Quando fui à sua casa pela primeira vez, descobri, sem surpresa, que tínhamos objetos de decoração incomuns e em comum.
 
Ela foi eleita madrinha de minha filha; passou a fazer parte das minhas duas famílias (da de casa e da do trabalho); com muita facilidade se tornou amiga dos meus amigos.
 
Criamos uma tradição de jantares que durou muitas quintas-feiras. Fizemos compras sufocantes de Natal juntas. Dividimos segredos e nas enfermidades e horas malsãs aqui de casa, sempre me emprestou, generosa e preocupada, o seu pediatra de plantão. 
 
Vânia é o que, em língua portuguesa, chamamos de “palavra-ônibus”, porque ela é divertida, inteligente, generosa, bacana, sacana, maneira, simpática, formidável. Tranchã!
 
Ela é mãe da Laura, da pequena Laurinha, que amo como se fosse minha, mas que procuro ficar a uma distancia segura para não torrar a família.
 
E, ainda por cima, ela é casada com o Fábio, a melhor alma que já conheci. Mas esse, é outro retrato…
 

6 Comentários

  1. Priscila

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