ah!, o amor…

lembra do Pepe Le Pew? o gambá doidinho que se apaixonou por uma gatinha que ele podia jurar, com a pata em cima da bíblia, que era didelfídeo como ele. pobre Pepe, tão apaixonado, tão cego de amor, tão francês…


e a gatinha Penélope? tinha tanta pena dela também: tão gata, tão livre, tão felina, tendo que correr, ferir, fugir de um apaixonado inconveniente.



pode parecer incrível, mas o casal era perfeitinho. porque ele, dono de uma paixão exacerbada, arrebatadora, de um romantismo a toda prova, precisava, claro!, de um ser para amar, uma musa que inspirasse constantemente aquele mar de loucuras… o saco sem fundo desse amor só era possível porque ela não ligava a mínima, sendo para sempre o objeto de seu desejo… já ela, que tinha queda pela liberdade, que gostava de ser dona de seu destino e de suas escolhas, toda vez que fugia dele, colocava isso em prática. reafirmava sua independência e seu poder de escolha toda vez que lhe dizia não. acho que por isso sempre passava debaixo de uma escada, de uma lata de tinta, de um móvel recém pintado e tatuava a listra branca na imensa calda e recomeçava a história…


os bichos precisam das situações mais estranhas para viver…

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