cafona, eu?

O bom de ter um blog é que eu posso publicar qualquer tipo de farofa que me venha à mente.

Um dia desses, a Laís Mann me convidou para participar do seu programa “Discoteca Particular”. Trata-se de contar um pouquinho sobre o que algumas pessoas ouvem em casa ou sobre o que colecionam ou sobre o que preferem ou soube suas referências. A resumir: é uma escolha de dez músicas utilizando um critério muito particular do entrevistado.

Pois bem, lá fui eu, escolher dez músicas. Claro que uma coisa assim não pode dar certo! Na primeira tentativa, eu exageradamente cheguei a 87 músicas que considerei imprescindíveis na minha discoteca. Parei, respirei, peneirei e tudo ficou igual, com algumas possibilidades de acréscimo. 

Fiquei a pensar sobre os motivos que me fazem gostar ou não de alguma música. Estou a falar daqueles motivos que superam tudo que a gente sabe de qualidade técnica, de virtuose, de construção, de interpretação, etc.. Sim, porque algumas músicas são meio pobres, meio cafonas, meio mais ou menos, meio menos e mesmo assim dá uma coisa tão boa ouvir… 
Ah! A memória afetiva, a resposta rápida pra acabar com esse papo. Não acho que seja diagnóstico certeiro. As vezes sim, mas as vezes não.  

Nos meus momentos de cafonice absurda canto, com voz solta e gestos largos, a sentir cada pedaço da composição de gosto duvidoso, letra simplista, arranjo pobre e instrumental bobo. Serei eu uma cafona enrustida?   

Aqui três versões de “La Barca”, de Roberto Cantoral, que amo, mas sei ser um grande marco da cafonice… 

O Caetano dá uma sofisticada no lance.
Com a Maysa tem mais drama, mais trama
Los Tres Caballeros, o trio “dono” de La Barca. O Cantoral, se não me engano, é o do meio.
 
 
Como até cafonice tem limite, não coube aqui o inacreditável Luís Miguel.

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