com uma sede de anteontem

Dizem as boas línguas que feijoada de verdade tem que ter de tudo: o porquinho completo separado: orelha, pé, rabo, lombo, costelinha, toucinho…
 
Eu não sou chegada às partes menos nobres, esse negócio de pé, dedo, joanete, unha e quetais não é comigo. Mas abomino o buffet com carnes separadas. Gosto de pescar na cumbuca costelinha e carne seca, paio e bacon, feijão e caldo.
 
Também não como arroz. Misturo tudo: couve bem picadinha e farofa, feijão e vinagrete, laranja e bacon torradinho.
 
O prato, sofisticadíssimo, não faz pacto com regime, não comunga com frescuras, não dá espaço à sobremesa, não combina com prataria, não pede guardanapo de pano. Feijoada come-se em prato fundo, de colher se você tiver coragem.
 
E vamos botar água no feijão!
 
 
 

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