devagar e urgentemente

eu sou feita de silêncio! falante, gosto de ficar quietinha. 

 
as palavras soltas, livres, aladas me jogam pra dentro do nada. e o nada é quieto.
 
os olhos marejam, a garganta seca, os gestos ficam pequenos e a boca fala o que o coração nega.
todos os meus silêncios dizem muita coisa. mais do que todas as minhas palavras.
 
quando me meto a escrever, é do silêncio que os textos tratam.  
 
eu queria cometer uma carta de amor. uma carta de outro país. uma longa carta que falasse sobre tudo. daquelas, cheias de perigos e de certezas. uma carta que consumasse todo sentimento. 
 
lápis afiado, papel em branco: me calo!
 
 

quer comentar? não se acanhe.

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