eterna descoberta

me disseram que a idade, as experiências vividas no passar dos anos fazem a gente mudar. 

acredito. tenho provas.
vivo momento de mudança. 
até ontem, antes de ontem, fração mínima na minha história, eu tinha grande curiosidade pelo humano. gostava de conversar, de observar, de notar diferenças e semelhanças. cada um dos bilhões do planeta me atraía. era um jeito de saber de limites, de voos altos, de superações, de conformismos. sempre pensei que conhecer o próximo era também um jeito de conhecer a mim mesma. ia me encontrando no que achava parecido e no que achava diferente. 
cansei.
o exercício de vida inteira que me fez selecionar quem fica e quem sai, por afinidade, encontro ou comunhão me deixou exaurida, com a cabeça cheia de personagens e histórias dos mais variados folhetins. 
chega.
 
assim escrevi ontem no diário num momento de reflexão sobre pessoas loucas que me tomam tempo e energia. rouca de tanto ouvir, ler, saber. 
hoje, novo dia. 
no meio da rotina, nova personagem. como se eu fosse a mesma, me interessei, perguntei, ouvi, questionei, refleti. reportei minhas impressões, ela me esclareceu alguns pontos. longa conversa. 
na despedida, ri de mim mesma. achei que seria mais fácil do que eu imaginava me livrar do velho vício de obsessão pelo humano. 
 
conclusão (provisória, como quase tudo na vida): acho que esse interesse faz parte de mim. ele é minha essência, a força que me move e escraviza, o que me impulsiona e segura. 
saber do próximo continua sendo saber de mim mesma. 

quer comentar? não se acanhe.

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