minha coleção de vexames…

Pode ser que eu só estivesse cansada, fisicamente cansada, pelo acúmulo de noites mal dormidas. Ou esgotada, emocionalmente esgotada, com a gangorra que se tornou minha vida. Ou distraída, mentalmente distraída, completamente voltada para as minhas questões. Ou em qualquer outro estado que me tirou de meu modo de operação normal pra cometer vexame e imprudência tamanhos.
 
Mas o fato é que quando eu parei no semáforo e o guri bateu na janela querendo falar comigo e eu desci o vidro e ele me pediu dinheiro de forma tão intimidadora, eu olhei pra ele faiscando e larguei:
 
– Se você pensa que vai me meter medo com essa sua voz feia, você está enganado. Se tiver armado tudo bem, mas berrando assim aqui não vai conseguir nada!
 
E ele, meio assustado mas rindo:
 
– Pô tia! Não precisa falar assim eu só tô pedindo…
 
Não recuei e o interrompi insana:
 
– Tia é a sua mãe!
 
Ele revidou vitorioso:
 
– Não. A irmã dela é minha tia!
 
Que fiasco! Que perigo, mas nem ligo!!!
 

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