pessoas, pessoinhas e palavrões

Hoje, minha filha de 11 anos entrou no carro com uma conversa estranha sobre os 100 maiores brasileiros de todos os tempos. Eu não gosto desse tipo de coisa, me deixa mal humorada e revoltada. Relacionar pessoas assim sem critério, tendo que comparar e escolher entre um político e um esportista, um sanitarista e um músico, um engenheiro e um empresário… é insano.
 
Fazer lista entre iguais de profissão ou ocupação já é super difícil, imagine enfiar todos num caldeirão e ir puxando os melhores? Não dá.
 
Mas, vamos em frente. Ela, que é fã do pop adolescente Felipe Neto, me disse que a tal lista havia sido elaborada pelo SBT (?) e que conheceu a enumeração dos 100 bambambãs do Brasil por ele, Felipe. 
 
Quem votou foi o povo, e como Rubem Alves diz, o povo não sabe lá grande coisa. Logo, a loucura infinita e a pobreza total de termos nomes da atualidade (que nada significam nesses 500 anos) disputando – e vencendo – espaço com figuras que os livros e a História já consagraram.
 
Exemplos, povo?
 
Ivete Sangalo é mais importante que Tom Jobim.  Tiririca vem antes, bem antes, que Vital Brazil. Reinaldo Gianechini tem mais importância que Chacrinha. Neymar é mais relevante que Oswaldo Cruz.
 
Essa lista só pode ter o objetivo único de elevar índice de audiência na base do custe o que custar.
 
Com essa conversa toda conheci o Felipe Neto e, ai de mim (como disse Eça e depois repetiu Dalton), gostei. Pelo menos fiquei rindo com a quantidade de palavrões que é possível por parágrafo. 
 
 
 

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