variações de solidão


há um lugar na minha cabeça em que me refugio as vezes.
para as noites de insônia, para as manhãs de chuvosas novidades, para qualquer tempo em que precise ligar radiola e esquecer dos barulhos do mundo. 

foi hoje, logo hoje, dia de lua de mel, que me tranquei e me escondi em mim mesma. não de propósito, não por escolha, não por vontade. só escorreguei pro lado de dentro a caraminholar as variações de sentimento.

a saudade é coisa perigosa. de repente se encaixa sem sobras no espaço do todo e não permite nenhum outro pensamento. só quer saber de revirar lembranças. 
nada de específico: um sorriso, uma frase, um apelido, um presente… qualquer fio se transforma onipresente e se instala no olhar e nas palavras. paisagem, frase, lugar viram o gatilho para olhar melancólico, úmido, sem disfarce. 

um ou outro choro, conversa amiga e a lua de mel continua…

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