festa imodesta

não poderia ter acontecido em outro lugar, em outro dia, com outras companhias. não dava para ser diferente. até eu, que nego o destino e acho que cavo dia após dia minhas escolhas, tenho que dar a mão à palmatória e me redimir desse pensamento tão cartesiano.
fui vítima do bom destino em toda sua glória e resplendor.

lançar livro não é coisa fácil pra mim. há tensão, medo, desconforto, insegurança. há um mar de contradições no tempo que antecede a data. só eu sei o que acontece em minhas horas de insônia e em minhas tardes de pesadelo – uns dias antes do lançamento passei tão mal que achei que baixaria em hospital e teria que cancelar o lance.
preciso ter mil mãos estendidas. logo eu, que sou toda fortona e dona do meu nariz, de repente viro criança clamando por cuidados, atenção, calmaria. não tenho vergonha de pedir ajuda aos amigos, por isso importunei-os tanto com meu chororô.

a noite de ontem beirou o inacreditável. foi tão bonita e tão repleta de delicadezas que não sei o que dizer, como agradecer e, menos ainda, contar. mas eu queria muito que as pessoas soubessem o quanto me fizeram feliz. e como elas têm o poder de transformar uma fogueira que estava me consumindo num sentimento tão gostoso de gratidão.

olho as fotos de ontem e penso na sorte que tenho, jogo as mãos para o céu e agradeço por essa gente tão bacana que está na minha vida.
nos dias ímpares é fácil fazer comunhão com a felicidade.

 

quer comentar? não se acanhe.

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