a nadar em rio cristalino

peguei o ônibus Curitiba-Lages, desci em Mafra e segui para Rio Negro, que, pelo que fiquei sabendo não tem mais rodoviária, mas deveria.

o passeio pela cidade me fez ter vontade de pular do carro e seguir a pé, a subir e descer morros, atravessar as ruas largas, olhar de perto as flores e bater palmas em frente a uma casa qualquer para pedir um copo d’água – como só se pode fazer nos lugares em que o sorriso e a hospitalidade são requisitos para a civilização.
eu amei Rio Negro!

e amei tanto que minha primeira providência foi dar entrevista para rádio local, a dizer que quero me mudar, quero também fazer parte da cidade.

às vezes é fácil despencar em decepção quando há encantamento por um lugar e conhecemos, olhos nos olhos, as pessoas.
mas Rio Negro é terra encantada. em tudo.

o que há de certo na vida? conhecer uma pessoa e o oi inicial ser feito de sorriso e praticado com abraço apertado, como se faz com velhos amigos.
é assim que tem que ser, porque ninguém pode economizar em abraço ou sorriso.
aprendi hoje, aqui.

já fazia bastante tempo que eu não conversava com turma tão bonita e cativante.
olhos atentos, perguntas gostosas, boas risadas…
e os comentários paralelos? que bom saber que alguma coisa que digo faz dois colegas de classe se olharem, se falarem, se saberem em suas cumplicidades.
eu queria muito poder ter idade para estudar naquela turma, com aquelas pessoas. todas.
e ter professora geógrafa que fala de literatura e grupo no Whatsapp e uniforme bonito e ser descontraída e leve como cada um deles.

acabou?
claro que não. é preciso falar dos profissionais que guiam esses eventos e transformam sala vazia, biblioteca silenciosa, rotina boba em movimento, criatividade, impulso, alegria.
gente que fura o cotidiano burocrático para colorir a vida e enfrenta com firmeza as surpresas e os obstáculos do caminho.
gente que viaja o mundo e gente que tem vontade – e irá, claro que sim – baixar e subir âncora em muitos portos e praças.

e tem mais.
experiências assim me empurram para ser uma pessoa melhor. e isso é o mais importante de tudo, o que tem valor nos encontros. mas como se não bastasse essa chuvarada de coisas boas, ganhei presente. e eu amo ganhar presente!

pode parecer incrível, mas ainda não acabou. no final do mês que vem, volto. tem Rio Negro mais uma vez.

a vida tem sido muito boa comigo.

quer comentar? não se acanhe.

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