viajando sozinha

eu caminho. minha natureza é de pedestre, gosto de estar pra lá e pra cá na independência das passadas.
quando viajo há mais prazer na atividade. caminhar sozinha pelo mundo tem umas características que não sei explicar em detalhes nem fazer analogias para o bom entendimento, mas as sinto com muita força.

o grande prazer é que tudo é escolha própria. e essa autonomia é sentida num ponto de satisfação que quase nunca é permitido e que também não convém admitir: ficar contente por não ter que dividir com ninguém as próprias escolhas.
é isso. andar sozinha pelo mundo é a satisfação da não-divisão.

não ter possibilidade de partilha traz junto um autoconhecimento interessante, que vai se aproximando daquela sensação de olhar no espelho e saber quem é que está do outro lado.
sem filhos, sem namorado, sem amigos, eu ando pelo mundo sabendo onde quero chegar, traçando meus próprios planos, reconhecendo minhas vontades.
ritmo, direção, olhar, assunto, tudo parte da minha experiência e da minha vontade.

sinto uma solidão determinante para o prazer.
acho bonito ser uma egocêntrica louca que se basta para viver os lugares. mas isso não é regra para todos os momentos, gosto de gente boa por perto. e gosto muito!

quer comentar? não se acanhe.

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