2016

eu aprendi algumas coisas. me despedi de uns sonhos. renovei esperanças em novos pensamentos. fiquei incrivelmente grisalha. vivi Antonina, Buenos Aires, Florianópolis, Londres, Paranaguá, Zurique, São Paulo, Paris e, principalmente, os caminhos que me levaram a esses lugares. parei de tomar remédios. tive o carro roubado. colecionei novas marcas no rosto. aprendi a lidar com algumas contradições. cortei definitivamente umas pessoas da minha vida. publiquei livro. fiquei bêbada. fiz regime. andei com -4˚C e com +30˚C. encontrei amigos. iniciei planos de casa própria. abri um baú de lembranças. conheci gente bacana. controlei emergências. fracassei em projetos. ganhei presentes. fiz boas leituras. senti o arrependimento de escolhas erradas. aplaudi meus filhos. reuni pessoas. passeei com o cão. cozinhei para os amigos. reli meu mapa astral. desisti do regime. tive sucesso. fiquei ruim da cabeça e doente do pé. dei muita risada. ganhei aposta. ouvi música boa. chorei escondida.

um ano como outro qualquer… um ano a menos no meu calendário, um tempo que não tenho mais para viver e para o qual inventarei lembranças na tola esperança de poder revisitar.

as vezes tenho a impressão de que o único objetivo disso tudo é a gente se entulhar de memória e fazer força para esquecer algumas coisas.

quer comentar? não se acanhe.

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