cada macaco no seu galho

aguardo o passar dos danos
a pedra furada pela água mole
e o perdão de cem anos.
mesmo com paciência como cru
porque é cor de rosa a grama do vizinho
não espero e já alcanço
e rio melhor: início, meio e fim.
dou a César dois pássaros na mão
e ele me confessa que não beberá dessa água.
sigo nos trilhos e estou na chuva
uso meias palavras, lato, mordo e vou a Roma.
no mais, caminho entre nuvens, movo moinhos, na cabeça nenhuma sentença.

quer comentar? não se acanhe.

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