luz acesa

tive pensamentos ruins a noite inteira. acordei de hora em hora. repassei teorias, alimentei o monstro, cheguei ao caos. quando estava perto do insuportável, era hora de levantar. o dia aconteceu.

pelo viés da razão, meu atualíssimo problema é tão ingênuo quanto ridículo. quase inexistente. não há lógica simples que não o destrua.
mas o negócio das teorias malucas, dos contornos psíquicos, dos laços entre o que é fato e o que é inventado, é outro papo. aqui, agora, não há palavra que me convença da minha sorte.

combato a mim mesma como uma missão por aqueles que gosto. faço isso mais por eles, que por mim. estampo sorriso e sigo. e talvez esse seja o melhor jeito. e é isso que aqueles que me gostam fazem por mim: me enchem de coragem, mesmo que seja uma descrente, falsa e infiel coragem, para enfrentar.

voltarei pra casa de avião. nem sei o que isso significará ao certo e nem quanto de mim vai custar e levar. mas voltarei de avião.
voarei pelos céus do mesmo jeito que antigamente, mas carregando em mim esse medo espetacular que quase me impede. quase.
se for esse meu último voo, morrerei tentando e isso é bom; se não for, enfrentarei o medo e isso será um fato.

de qualquer forma, estou voltando pra casa…

 

quer comentar? não se acanhe.

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