problemas com o blog

não tenho aptidões tecnológicas nem interesse em desenvolvê-las. sei algumas coisas porque elas já se popularizaram tanto que pra não ficar tão feio, tratei de assimilá-las. as vezes faço cara de inteligente e uso palavras como provedor, cachê, pop-up, html, byte, mas não sei se elas estão corretamente inseridas nos contextos.

é fato que alimento minha ignorância todas as vezes em que coloco o manto das desculpas conservadoras e chinfrins: não entendo dessas coisas / essa modernidade toda não é pra mim / sou de outra geração / os jovens parecem que nasceram com um chip instalado na nuca / por favor, com gelo. opa! essa última é em outra situação, mas também prova minha rudeza.

obviamente há um problema em negar novos aprendizados. é mais fácil se auto-declarar impotente diante da novidade, mesmo que isso cause algum constrangimento. todas as vezes em que fui honesta a respeito das minhas fragilidades sobre TI me senti bem, mas quando tratei de enfrentá-las e me dispus ao aprendizado foi a glória: sei, por exemplo, ler, escrever e enviar e-mail, nem sempre acerto o destinatário e é comum não inserir o anexo, mas não acho que esses detalhes sejam assim tão graves.

estava vitoriosa na comodidade de ter contratado empresa para resolver alguns problemas e fazer coisas, afinal de contas é assim que tudo se estabelece, a gente contrata jardineiro, médico, diarista, costureiro, terapeuta, dentista e todo profissional que resolve as precisões, carências e ignorâncias. no meu caso, um número sem fim de especialistas poderia ter carteira assinada e serviço diário, 40 horas semanais, se minha condição permitisse. muitas limitações, sou feita de limites. só pude contratar o pessoal da informática mesmo.

o problema é que não entendo o que me dizem. por isso resolvi recorrer aos amigos. também não compreendo o idioma e menos ainda a metamorfose que os fazem sair dos códigos linguísticos das mesas de conversa para assumirem personalidades de pessoas chamadas Nelson. tenho medo.

enquanto o blog está esculhambado vou escrevendo mais bobagens que o normal na esperança de que amanhã elas tenham sumido, um suicídio coletivo por não suportarem a humilhação de estarem estampadas assim, sem crivo nem respeito.

quanto aos leitores, os três habitués mais a minha irmã, peço desculpas por esse amontoado e vos digo: escrevo para provar que estou viva.

quer comentar? não se acanhe.

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