vale quanto pesa

não há como negar que as coisas boas do mundo precisam de certa dose de disposição e olhos atentos para serem usufruídas.
também não tem como deixar de lado o fato de que ter uma graninha extra para cafés, vinhos e pequenos mimos para alma seja fundamental.
tenho bastante de vontade, pouco de recurso financeiro, mas caminho pelo mundo a buscar as essencialidades, a não deixar que me escapem, a romper os limites riscados pelo euro, pelo ouro.
temporariamente abandonei a ideia de assistir um concerto, 88 euros, empurrei-o para o final da viagem. enquanto isso, escuto os músicos das ruas, os idiomas diferentes, os sotaques, as canções dos ambulantes, as vozes do mundo.
também deixei de lado a vontade do L’Ambroisie, mas reconheço as maravilhas simples de queijo e pão, meio improviso meio proposital, num banco de praça.
viagem sem recurso é colocar todos os sentidos atentos e aproveitar o que há de melhor no mundo. e é também treinar a cabeça para não ter chance de fazer contas.
viajar é impreciso. viajar é preciso.

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