efemeridades

semana passada comprei um vasinho de lírios. não quis saber raça, preferência política, religião ou cor. comprei gordos e auspiciosos botões, promessas de beleza. pois hoje quando escorreguei os olhos na sala, as flores me disseram bom dia, se apresentaram e marcaram o ambiente com aquele perfume tão suave e envolvente, que a gente sempre reconhece.

não sei se é por conta da minha inabilidade de tratar as plantas, mas dos fenômenos que invadem minha casa, o desabrochar de flor é o que mais me comove.

os vasos que se multiplicam aqui em casa numa velocidade de colocar dúvidas sobre minha sanidade sempre chegam com essa esperança de surpresa, sobrevivência, revelação de boniteza…

sentada na poltrona paquerei os lírios brancos até quase perder a hora. um flerte cheio de admiração, doçura e silêncios. um namoro que durou o tamanho do perfume da flor e por pouco não me fez chorar.

os lírios me dão o tom da vida: o mundo é hoje, qualquer bobeada já era. a vida inteira cabe dentro do tempo do perfume da flor…

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