novo livro novo

tenho novo livro pronto. prontinho.
coisa fofa, proposta cheia de estampas e texturas. tudo bem bonito.
um tema que usei de subterfúgio para não me entregar a uma escrita maior que me assombra e me convida; me chama e me expulsa; me pega e me joga – tenho cá meus tribunais que acabam me impedindo de seguir.

perdi o bonde da publicação de fim de ano porque me acovardei diante do lançamento. embora os amigos sejam muito generosos comigo e segurem minha mão e me ajudem e me acalmem e me incentivem e compareçam aos lançamentos, ainda assim, o pavor tomou conta de mim de um jeito, que achei melhor deixar a questão de lado até que a serenidade entre aqui em casa novamente.

mas gosto de pensar no novo livro novo e em seus títulos provisoriamente definitivos: cartas que eu nunca mando ou ensaio sobre os pecados capitais e mais algumas notas.
gostei de escreve-lo. na verdade, ainda gosto, porque não paro.
todo santo dia uma coisinha a mais ou a menos.
até que a gente se separe, bem naquele lugar em frente à gráfica e tendo o prazo como testemunha, continuaremos nos alimentando nessa relação maluca de ficarmos nos visitando sem parar.

o lance desta vez me fez ter sentimento muito diferente. porque não postei, não falei, não mostrei para ninguém. fiquei aqui, na solidão do quartinho sem nenhum tipo de palpite, crítica ou comentário. ou em bom português, sem nenhum feedback.
só escrevi. escrevi só.
talvez esta falta de teste, este não colocar o pé na água para sentir a temperatura, tenha sido importante ingrediente neste lance do medo da exposição. talvez.

de qualquer forma, tratarei do assunto no primeiro trimestre do ano que vem.
e quando o momento chegar, começarei a atormentar todo mundo, com essa antiga, absurda e incurável exibição pública de minhas fragilidades. e defeitos.

quer comentar? não se acanhe.

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