pectina

um estudo científico, não lembro nome nem origem, diz que um casal que se olha por quatro minutos ininterruptos tem mais chance de se apaixonar.

as estações do ano são quatro. as fases da lua também. no universo, quatro elementos. a sorte se estampa num trevinho de quatro folhas.

quatro anos são essenciais para que um bissexto, maior, com mais possibilidades, se apresente. o dia estelar, tempo necessário para a Terra dar uma volta completa em torno do seu eixo, dura 23 horas e 56 minutos. noves fora, sobram quatro minutos de lambuja, que concluo que devem ser aproveitados entre beijos e abraços.

minha memória mais remota visita um dia em que brincava na casa da minha avó, tirei todas as madeiras do caixão de lenha e me escondi lá dentro. tinha quatro anos.

gosto dos marcianos, eles vêm do quarto planeta do nosso sistema.

foi no capítulo quatro do Gênesis que Adão e Eva começaram a povoar a terra. a mesma Bíblia, em capítulo igual, mas lá no Mateus nos conta que Jesus foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo. jejuou quarenta dias e quarenta noites. resistiu.

e o filme alemão Quatro Minutos? repleto de belezas e de emoções represadas que transbordam na música, no sentimento, na busca e na descoberta.

fiz a experiência. os 240 segundos que formam quatro minutos parecem eternos se forem tratados com a estática do corpo e da mente, mas passam num piscar de olhos ao ouvir Chet Baker em Born to be blue. também é o tempo ideal para deixar o pão crocante na torradeira, fazer geleia de limão siciliano e para uma baleia azul inalar 226.896 litros de ar.

ao contrário do que possa parecer, minha obsessão não é pelo número quatro, mas pela pectina e seu sinônimo, quatro minutos.

quer comentar? não se acanhe.

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