pesadelos

tive uma noite de pesadelos, tremores, sobressaltos. imagens que se misturavam aos medos reais e iam me aterrorizando no sono ou a cada breve despertar.

o estranho do ocorrido dessa noite difícil é que não conseguia ficar acordada por muito tempo.
toda vez que recobrava a consciência, oscilava entre ficar desperta e sentir medo do que havia acabado de sonhar ou dormir de novo e acabar sentindo medo com o que me esperava durante o sono.

assim foram as horas dessa madrugada febril.
delírios.

tenho pavor do que minha cabeça pode fabricar às vezes. num estalar de dedos, me transformo em inimiga. aponto, sem nenhum escrúpulo, os mais diversos terrores propostos para um espírito como o meu. e faço isso no contraste da cama quentinha, no conforto da meia-luz, num silêncio acolhedor.
viro carrasca de mim mesma só pela estranha preferência de cutucar a calmaria.
ainda que isso tudo ocorra nas profundezas da inconsciência, não há como negar o papel de justadora e de como, sozinha, consigo provocar um mundo de sombras e covardias, loucuras e fúrias, medos e tremores.

não sou serena a ponto de deitar e dormir, todas as noites, o sono dos justos, o descanso merecido, o mergulho no tônico.
há pesadelos porque não sou saudável ou eles estão a puxar cortinas e se meter nos palcos justamente porque sou?

quer comentar? não se acanhe.

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