Terremoto de Lisboa

dia desses o Dé me contou sobre como os historiadores se refugiam num fato para colocar ponto final em algumas buscas.

em mil setecentos e muito, um super, hiper, ultra terremoto destruiu Lisboa. de tsunami a incêndios, de desmoronamento a mortes, a cidade ficou no chão.
o Palácio Real está entre os muitos prédios que tombaram, era dentro dele que funcionava importante biblioteca. mais de 70 mil livros foram para o beleléu.
pois bem, lá também estava o Arquivo Real, preciosidade que guardava documentos importantes da história do país como, por exemplo, coisas relativas à exploração oceânica.

perdeu-se para sempre as informações sobre muita coisa. e hoje, quando não há jeito de comprovar teorias, os estudiosos têm como escape o ‘Terremoto de Lisboa’: ‘as anotações prévias que Cabral recebeu antes de partir rumo às Índias que poderiam provar que Portugal mirava no Brasil, perderam-se no Terremoto de Lisboa’. ‘… é certo que isso estava nos planos que o país tinha para o início do século 19, mas foi perdido no Terremoto de Lisboa’.

contei essa historinha para dizer que eu tive meu próprio Terremoto de Lisboa.
crente no ser humano e um tanto desavisada com transtornos ratoneiros, o blog ficou fora do ar por meses. prejuízo. moral, motivacional, de exercício.
cheguei a pensar em dar como fase terminada da vida e reinventar a maneira de comunicação.

quando eu já estava achando que tudo era terra arrasada, os textos aparecem de volta. o blog está pelado, sem as modificações que eu queria – e, oh!, prosaico comentário – e pelas quais paguei, mas ainda assim, está aqui, respira.
e eu, à la Marquês de Pombal, enterro os mortos para cuidar dos vivos.
assim que a musa me visitar, novos textos.

quer comentar? não se acanhe.

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