grande encontro

Um dos meus jeitos para escapar um pouquinho da loucurada do cotidiano é me esconder por um pedaço de hora na Universidade Livre do Meio Ambiente. 

De quando em vez vou até lá, me sento no sol e fico quieta, olhando. Olhando. Quieta. Antigamente levava livro e lia. Mas hoje em dia prefiro, de fato, não fazer nada.

Hoje estava lá sentadinha a pensar em nada como de costume e, de repente, não mais que de repente, apareceu sem dar aviso, sem anúncio, vinheta ou ruído, bem do meu lado, um tucano. Não um tucano daqueles exuberantes que estampam camisetas ou paineis cafonas em feiras de artesanato. Não! Um tucano elegante, discreto, requintado. Um tucano de bico preto.

Ele veio bem pertinho de mim. Achei que gostasse de silêncio e calmaria e por isso tratei de ficar quieta em sua companhia. Não tive coragem de me mexer nem para pegar o telefone para uma fotografia. Também não puxei conversa. Ficamos os dois ali, parados, lada a lado, cada um com suas coisas, até que ele foi pro meio das árvores e eu pro carro.
Eu achei esse tucano na internet, o que estava comigo hoje era parecido, só que mais caladão, mais na dele, menos exibido.


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